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quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Entitlement [1]

Inicio este texto ao som de "All My Love", do Led Zeppelin.


Sexta passada fui a uma boate com um grupo de amigas fazer parte de uma pesquisa sobre "Entitlement". Antes de explicar o que é isso e de explicitar minhas conclusões sobre a pesquisa, um comentário: achei muito engraçado algumas pessoas falando que a pesquisa era só uma desculpa minha para ir na tal boate, como se não me conhecessem e não soubessem que eu ODEIO esse tipo de lugar. Enfim.
Me impressionei e me assustei um pouco com o que vi. A princípio, a boate estava dividida em duas partes por uma fita e por seguranças que mais pareciam armários munidos de braços e pernas. Do lado de lá, só meninas. Do lado de cá, só meninos e pouquíssimas meninas que se aventuravam a atravessar a faixa de Gaza e os armários. Os meninos estavam se amontoando para olhar as meninas do outro lado, quase como um animal observa sua presa antes da caçada (e a mesma situação acontecia com um bom número delas).

Em um certo momento, os seguranças retiraram a faixa divisória e a "festa" propriamente dita começou. Algumas pessoas foram diretamente para quem estavam observando momentos antes, outros simplesmente foram até o bar pegar alguma bebida. A conclusão das observações eu vou deixar para uma postagem futura, por ainda estar avaliando os resultados.

Mas há tempo de se falar sobre o tal "entitlement". Resumindo, é um termo usado para caracterizar o direito que certos homens sentem sobre as mulheres. Por vê-las em uma boate, festa ou em qualquer outro lugar com uma roupa que eles julgam ser "ousada", acreditam que elas estão lá para ficar com alguém, e é direito deles tentar agarrar a moça. Misóginos e babacas, diga-se de passagem. O que faz eles acreditarem que têm esse direito? Difícil dizer. Pressão social, exemplo dos pais… qualquer que seja o motivo, é mais uma das atitudes que devem ser combatidas.

E termino este texto ao som de "Sometimes You Can't Make It On Your Own", do U2.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Começar, enfim?

Criei esse blog em 2007 e acabei de redescobrir ele. Aparentemente eu tinha criado um blog mas nunca havia feito uma postagem nele, seja lá por que motivo for.

A partir de agora, pretendo entrar periodicamente nele para o atualizar. Obviamente não vou me lembrar disso, mas não custa nada me enganar.

Afinal de contar, sobre o que se escreve em um blog? Sobre a vida? A vida não é tão complicada assim que mereça ser escrita e descrita assim, rotineiramente. Ela se resume às mesmas situações várias e várias vezes, só mudando os nomes e os lugares envolvidos. Você gosta de uma pessoa e não pode/consegue a ter (não é o meu caso no momento)? Não é a primeira e nem será a última vez. Falta dinheiro para pagar alguma conta ou para comprar aquela blusa linda que você viu na terça feira passada? Não é a primeira e nem será a última vez. Ficou puto porque o político X roubou dinheiro e saiu impune? Não foi a primeira e nem será a última vez. Acostume-se: a vida é uma rotina cíclica. Por mais que você pense algo como "essa festa nesse final de semana foi inesquecível!", daqui uns 40 anos, se você se lembrar dessa festa, ela terá sido apenas, e nada mais além disso... uma festa.
Portanto, não vale a pena ficar escrevendo sobre a vida.

Escrever sobre o que, então? Filosofia ou sociologia? Acho melhor não. Não quero matar meu único leitor (um tal de André Arcanjo) de tédio.

Pois então encerro aqui a minha primeira (e, muito provavelmente, última) postagem. Quando eu descobrir sobre o que escrever nesse blog, prometo que volto e escrevo.

Mentira. Não vou voltar não.